Mariápolis - Encontro anual do Movimento dos Focolares

Congresso anual do Movimento dos Focolares da Região Centro Oeste. Atenção: note que os fatos aparecem na ordem invertida, dos mais recentes para os mais antigos!

domingo, 9 de julho de 2017

Mariápolis 2017


Bem-vindo à Mariápolis 2017, de Goiânia -
um breve relato com fotos, temas e depoimentos.

Entretanto, ainda estamos recebendo mais informações e fotos.
Por isso, visite-nos mais vezes.

Se você está acessando esse blog pelo celular,
há a opção de visualizar no modo web (como no computador).

https://www.youtube.com/watch?v=gPRkTpv3IxE



Mariápolis 2017 - Sexta-feira, início da tarde - Acolhida


A Mariápolis começa com muita alegria e um clima sobrenatural:





Os jovens apresentaram as cidades e, em seguida,
contaram ao história do Ideal
(a origem do Movimento dos Focolares)



Explicaram, também, como se vive na Mariápolis,
cuja única Lei é o Amor:





Falaram da jovem Chiara Luce Badano que,
mesmo tendo vivido uma vida bem curta,
soube ver na sua doença fatal
a oportunidade de oferecer tudo a Jesus.


E propuseram um desafio para o dia:

Mariápolis 2017 - Sexta-feira - Tema do dia



Desafio do dia.



Francisco e Sandra relembraram o desafio do dia,

 

deram alguns avisos,
e chamaram Lourdes, Wynne, Graziela e Bruna,


... que, juntas, desenvolveram
uma meditação de Chiara que norteou o dia:

Deus é Amor



Com a violência da guerra, Chiara Lubich e suas primeiras companheiras adquiriram o hábito de encontrar-se nos abrigos antiaéreos, logo que tocava a sirene anunciando um novo bombardeio.
Depois daquela fulgurante intuição que as havia levado a colocar Deus Amor como centro único e absoluto de seus interesses em suas jovens vidas, tinham o forte o desejo de estar juntas e descobrir modos novos de colocar em prática o Evangelho. Cada acontecimento as tocava profundamente. A lição que Deus lhes dava, por meio das circunstâncias, era clara: tudo é vaidade das vaidades, tudo passa.
Mas, ao mesmo tempo, Deus colocava no coração de Chiara, e de todas as outras, uma pergunta, e com ela a resposta: "Mas, existe um ideal que não morre, que nenhuma bomba pode destruir, ao qual doarmo-nos inteiramente? Sim, Deus! Decidimos fazer Dele o ideal da nossas vidas."
Em 2000 Chiara escreveu: 
"Deus. Deus, que em meio ao furor da guerra, fruto do ódio, e sob a ao de uma graça especial, manifestou-se por aquilo que verdadeiramente é: Amor. A primeira ideia sobre a qual o Espírito construiu esta espiritualidade foi esta: Deus Amor (cf. 1Jo 4,8).
Compreendida de forma completamente nova em contato com o carisma do Movimento, Deus Amor provoca grandes transformações nas pessoas. Fazendo uma comparação, a vida cristã conduzida antes, ainda que com uma prática coerente, parecia obscurecida pela orfandade.
Depois, eis a descoberta: Deus amor, Deus Pai! O coração, que vivera no exílio da noite da vida, abre-se e eleva-se, une-se com aquele que o ama, que pensa em tudo, que conta até mesmo os cabelos de nossa cabeça.
As circunstâncias alegres e dolorosas adquirem um novo significado: tudo previsto e desejado pelo amor de Deus. Nada mais pode causar medo. Esta é uma fé exaltante, que fortifica, que faz exultar. É uma fé que provoca lágrimas em quem a experimenta pela primeira vez.
É uma dádiva de Deus que nos faz gritar: Nós acreditamos no amor! (Jo4, 16). Com a escolha de Deus que é Amor como ideal da vida, colocava-se o primeiro fundamento, a primeira exigência daquela nova espiritualidade que tinha desabrochado em nossos corações. Tínhamos encontrado Aquele por quem viver: Deus Amor."

http://www.focolares.org.br/movimento-dos-focolares/espiritualidade-da-unidade/deus-amor/

... que foi ilustrada por depoimentos
de quem soube ver, nas dificuldades da vida,
uma oportunidade de provar e reconhecer
que Deus é, realmente, Amor:


Nilva conta a experiência de Deus-Amor na sua vida.

Sou casada, conheci o movimento dos focolares ainda muito jovem, com 14 anos de idade. Venho de uma família bastante numerosa: somos 9 irmãos; 6 mulheres e 3 homens, com diferenças de idade de um ano. Eu sou a segunda da turma. Meus pais se casaram bem jovens, sem nenhuma formação cristã. Por isso, também nós não recebíamos nenhuma formação nesse sentido. Meus pais brigavam muito; na minha casa havia muita desarmonia. Passávamos por muitas dificuldades, de todo tipo, principalmente financeira. Eu era muito triste. Aquela desarmonia me incomodava muito. Quase nunca eu sorria. Vivia me isolando de tudo e de todos.

Certa vez, eu soube de um encontro em Brasília, para jovens. Era época de carnaval. Fiquei muito curiosa quando soube da proposta desse encontro. Na minha cidade, havia três jovens que já viviam a espiritualidade desse movimento. Entrei em contato com elas e fui a esse encontro, que mudou radicalmente a minha vida.

A primeira coisa que ouvi falar quando ali cheguei foi sobre Deus amor. Descobri que Deus me ama imensamente, com um amor misericordioso e particular; sendo assim, ama também a minha família. Foi uma grande revolução na minha vida. Eu contei para algumas pessoas que estavam ali, como era a minha realidade, e elas se propuseram a enfrentar junto comigo toda aquela situação em que eu vivia. Voltei para casa e comecei a colocar em prática tudo que havia entendido naqueles dias. Éramos muito pobres, lembro-me que, às vezes, quando chegava da faminta escola (jovem sente mais fome), minha mãe dizia que o que tínhamos para comer era só aquele pouquinho que havia preparado. Eu percebia que realmente era muito pouco para tanta gente. Então, eu não comia, para sobrar mais para os meus irmãos. Mas, eu não queria que isso fosse mais um peso para a minha mãe; então dizia a ela que estava sem fome. Porém, era muito forte dentro de mim aquela certeza de que Deus me ama imensamente, e ama também a minha família. Eu comecei a trabalhar muito cedo, e a providência começou a chegar para nós, por parte das pessoas que condividian comigo a descoberta desse grande amor de Deus. A partir daí, não passávamos mais tanta necessidade. E toda a minha família se sentia envolvida por esse grande amor de Deus.

Um outro momento, muito forte também, foi quando descobri que meu pai tinha uma outra família – também por isso, passamos tantas dificuldades. Ali, foi um momento muito duro para mim. Porém, me deu forças para e me recordar que Deus me ama também nas dificuldades, com um amor misericordioso que tudo cobre. Sendo assim, eu não poderia odiar o meu pai, por nos causar tanto sofrimento. Então, fui trabalhando isso também com meus irmãos, até que quando ele completou 70 anos, eu fui com alguns de meus irmãos visitá-lo na cidade onde ele estava morando. Ele ficou surpreso e muito feliz. Foi a última vez que o vimos, pois, em seguida ele veio a falecer.

Hoje, meus irmãos estão todos casados, constituíram família, são pessoas do bem. Imagem inha se aposentou, restabeleceu a saúde. Eu me casei, fiz 25 anos de matrimônio, tenho uma família bela, onde procuramos viver com essa grande certeza de que somos filhos de um Pai que é Deus, que cuida de cada um de nós de um jeito único e particular.


Ádria apresenta uma pequena explicação sobre as oficinas,
que acontecerão no dia seguinte.



Intervalo



Mariápolis 2017 - Sexta-feira - Encerramento do dia

Preparação para a Missa






Missa








Jantar






Reuniões de grupo


Lual




Mariápolis 2017 - Sábado - Início do dia

Jovens lançam o desafio do dia
sempre inspirados na vida de Chiara Luce


... e contam fatos em que puderam cumprir com o desafio:



 

Em seguida, Lucas e Camila chamam Múcio,
que discorre sobre o tema central da Mariápolis:
Jesus Abandonado


Chiara Lubich recorda a primeira “descoberta” de Jesus Abandonado
Um fato acontecido nos primeiros meses de 1944 nos levou a ter uma nova compreensão sobre Ele. Por uma circunstância, viemos a saber que o maior sofrimento de Jesus, e portanto o seu maior ato de amor, foi quando, na cruz, experimentou o abandono do Pai: ‘Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?’ (Mt 27,46). Ficamos profundamente tocadas com isso. E a jovem idade, o entusiasmo, mas principalmente a graça de Deus, nos impulsionaram a escolher justamente Ele, no seu abandono, como caminho para realizar o nosso ideal de amor. Desde aquele momento pareceu-nos encontrar o seu semblante em toda parte”.
Um momento foi determinante para a compreensão deste “mistério de dor-amor”. No verão de 1949, Igino Giordani foi encontrar Chiara, que tinha ido para o Vale di Primiero, na região montanhosa do Trentino (Itália), para um período de repouso. Com o primeiro grupo, vivia-se intensamente a passagem do Evangelho sobre o abandono de Jesus. Foram dias de luz intensa; tanto que, no final do verão, devendo descer daquele “pequeno Tabor” para voltar à cidade, Chiara escreveu, num só ímpeto, um texto que inicia com um verso que se tornou célebre: “Tenho um só esposo sobre a terra, Jesus abandonado… Irei pelo mundo buscando-o, em cada instante da minha vida”.
Muitos anos depois ela explicou: 
Desde o início entendemos que em tudo existe uma outra face, que a árvore tem as suas raízes. O Evangelho lhe cobre de amor, mas exige tudo. ‘Se o grão de trigo caído na terra não morre permanece só; se morre produz muito fruto’ (Jo 12,24). A personificação disso é Jesus abandonado, cujo fruto foi a redenção da humanidade. Jesus crucificado! Ele havia experimentado em si a separação dos homens de Deus e entre si, e tinha sentido o Pai distante. Nós o vimos não apenas nas nossas dores pessoais, que não faltaram, e nos sofrimentos dos próximos, muitas vezes sós, abandonados, esquecidos, mas em todas as divisões, os traumas, as separações, as indiferenças recíprocas, grandes ou pequenas: nas famílias, entre as gerações, entre pobres e ricos, às vezes na própria Igreja, e mais tarde entre as várias Igrejas, e depois ainda entre as religiões e entre quem crê e quem possui uma convicção diferente."


Mariápolis 2017 - Sábado de manhã - Número artístico